Derrotado na disputa pelo Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL) se manifestou após a conclusão da apuração eleitoral e defendeu que a permanência na vida pública depende da capacidade de renovação dos agentes políticos. O senador evitou associar os resultados das urnas a uma suposta rejeição da população aos nomes mais tradicionais da política estadual.
A declaração foi dada em um cenário marcado por mudanças significativas no quadro político mato-grossense. As eleições de 2026 registraram a derrota de lideranças históricas e abriram espaço para novos nomes no Executivo, no Senado e na Assembleia Legislativa.
Questionado sobre o desempenho de figuras tradicionais que ficaram fora dos cargos disputados, Wellington preferiu destacar que a renovação política não está ligada à idade ou ao tempo de trajetória, mas à capacidade de adaptação às novas demandas da sociedade.
“Política, todos nós temos que sempre estar renovando. Não existe o velho, existe aquele que não se renova”, afirmou.
Eleição marca mudanças no cenário político de Mato Grosso
O pleito deste ano foi marcado por uma reconfiguração importante das forças políticas no estado.
Além da derrota de Wellington para Otaviano Pivetta (Republicanos) na corrida ao Palácio Paiaguás, outros nomes conhecidos da política mato-grossense também não alcançaram seus objetivos eleitorais.
Entre eles está Janaina Riva (MDB), que ficou fora das vagas em disputa para o Senado Federal. O resultado encerra, ao menos temporariamente, uma sequência de mais de três décadas de participação da família Riva em mandatos eletivos no estado.
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Outro nome de peso que não conseguiu atingir a meta eleitoral foi o ex-governador Júlio Campos (União), que não garantiu retorno à Assembleia Legislativa.
Os resultados alimentaram debates sobre renovação política e o surgimento de uma nova configuração de lideranças em Mato Grosso.
Wellington rejeita discussão baseada na idade
Durante a entrevista, Wellington argumentou que experiência e renovação não são conceitos incompatíveis.
Segundo ele, a atuação política deve ser avaliada pela capacidade de apresentar propostas, acompanhar as transformações da sociedade e continuar contribuindo para o debate público.
Ao comentar o tema, o senador lembrou sua atuação em pautas voltadas à população idosa e defendeu que idade não pode ser utilizada como parâmetro para medir capacidade política.
“Eu considero que uma pessoa pode estar com idade, mas velha não”, declarou.
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Senador evita projetar próximos passos
Mesmo após a derrota ao governo, Wellington descartou qualquer preocupação com seu futuro político imediato.
Com mandato no Senado até 2031, ele afirmou que continuará exercendo suas funções parlamentares normalmente e ressaltou que sua trajetória sempre foi marcada por alternâncias entre vitórias e derrotas nas urnas.
Ao longo de mais de três décadas de vida pública, Wellington ocupou cargos no Legislativo estadual, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, acumulando experiência em diferentes disputas eleitorais.
Sem antecipar eventuais projetos para eleições futuras, o parlamentar afirmou que pretende continuar aprendendo com os resultados das urnas e com as transformações do cenário político.
“Eu tenho 36 anos de mandato, já disputei muitas eleições e já ganhei a maioria e já perdi também”, afirmou.
A manifestação ocorre poucos dias após uma eleição que redesenhou parte do mapa político de Mato Grosso. Enquanto novos grupos ampliaram espaço nas urnas, lideranças tradicionais passaram a enfrentar um cenário mais competitivo, reforçando o debate sobre renovação, representatividade e os rumos da política estadual nos próximos anos.
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