O quero-quero é considerada a ave símbolo do Rio Grande do Sul por ser conhecida como sentinela dos pampas. Canta quando alguém se aproxima.
É também símbolo do CTG – Sentinela da Tradição de Lucas do Rio Verde – MT.
Vive em banhados e pastagens é visto em estradas, frequentemente longe d’água. Alimenta-se de larvas, peixinhos ocultos na lama, insetos, pequenos crustáceos, moluscos e outros artrópodes que encontra na terra. Emitem um som dia e noite que se parecem com um “tero-tero”.
O quero-quero mede 35 cm e exibe plumagem de cores branca, preta e cinzenta, com um penacho bem visível na cabeça. Muito mais conhecido que sua forma é o seu canto, facilmente reconhecível, que pode ser ouvido a grande distância e do qual derivam alguns de seus diversos nomes: quero-quero, téu-téu, tetéu e terém-terém. Mostra um esporão alaranjado na asa, usado para defesa.
É visto em todo o nosso Estado e em todas as épocas do ano e tem algumas características marcantes: nunca é visto empoleirado, apenas no ar ou no chão. Quando alguém se aproxima do seu ninho, mostra-se agressivo e tenta expulsar o invasor, mesmo que seja o homem, dando vôos rasantes. Seu ninho é feito no chão, em campo aberto e sem proteção. A fêmea costuma pôr três ou quatro ovos, na primavera.
Além dos nomes citados, recebe também os de gaivota-preta, espanta-boiada e chiqueira.
É muito estimado pelos fazendeiros, pois é uma espécie de “vigia” das fazendas, funcionando como um guardião nos lugares onde habita, alertando para qualquer alteração na sua área e denunciando possíveis intrusos.
Lenda do Quero-quero
Quando a Sagrada Família fugia para o Egito, com medo das espadas dos soldados do rei Herodes, muitas vezes precisou se esconder no campo, quando os perseguidores chegavam perto.
Numa dessas vezes, Nossa Senhora, escondendo o Divino Piá, pediu a todos os bichos que fizessem silêncio, que não cantassem, porque os soldados do reii podiam ouvir e dar fé.
Todos obedeceram prontamente, mas o Quero-quero, não: queria-porque-queria cantar. E dizia: Quero! Quero! Quero!
E tanto disse que foi amaldiçoado por Nossa Senhora: ficou querendo até hoje.
Bibliografia: –
por Bibiana Adiers Callai
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