O início do período de seca e a queda acentuada na umidade relativa do ar voltaram a acender o sinal de alerta nas áreas urbanas e rurais no Sul do estado. Os primeiros focos de queimadas da temporada de estiagem de 2026 foram oficialmente registrados em Rondonópolis, mobilizando equipes de brigadistas e gerando preocupação na população. Um dos incêndios de maior proporção ocorreu no final de semana no Residencial Parque dos Lírios, onde moradores registraram densas nuvens de fumaça e labaredas cobrindo áreas de vegetação próximas às residências.
A gravidade da situação é ratificada pelos dados do Painel do Fogo, mantido pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que apontou o aparecimento de focos de calor nos bairros Granville II e Verde Teto. O levantamento por satélite confirmou o surgimento de queimadas no sábado (25) e no domingo (26) de julho, comprovando que a vegetação seca no perímetro urbano já oferece risco iminente de propagação do fogo.
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Mato Grosso lidera queimadas no bioma Cerrado segundo o Inpe
O avanço dos incêndios não é um fato isolado no município. Dados atualizados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que entre 27 de junho e 27 de julho de 2026 o estado de Mato Grosso contabilizou 558 eventos de fogo, o que representa expressivos 12,4% de todas as ocorrências registradas no território nacional no período. O bioma Cerrado é o mais impactado pela estiagem, concentrando 60,2% do total de focos ativos no estado.
As guarnições do Corpo de Bombeiros Militar vêm sendo acionadas diariamente para conter o alastramento de incêndios em terrenos baldios e áreas de preservação em Rondonópolis. As autoridades ambientais reforçam que o avanço das chamas destrói a flora, mata espécimes da fauna nativa e causa o aumento severo de internações por síndromes respiratórias nos hospitais.
Queimadas urbanas e rurais são crimes ambientais com multas milionárias
O secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, relembrou que o uso do fogo para limpeza de lotes ou descarte de entulho é sumariamente proibido e considerado crime ambiental durante a estiagem. Infratores estão sujeitos a sanções administrativas rigorosas, com multas que variam de R$ 2,3 mil a até R$ 4,6 milhões, além de responderem criminalmente e civilmente pelos danos provocados. Em caso de flagrante, a Polícia Militar Ambiental efetuará a prisão imediata do autor.
Os principais dados sobre o cenário de queimadas e os canais de denúncia foram consolidados no quadro abaixo:
| Indicador / Serviço | Métrica Registrada | Período / Prazos | Órgão Responsável |
|---|---|---|---|
| Focos em MT (Inpe) | 558 eventos de fogo (12,4% do Brasil) | Junho a Julho de 2026 | Inpe / Programa Queimadas |
| Proibição Rural do Fogo | Período proibitivo vigente | Até 30 de novembro de 2026 | Sema-MT / Defesa Civil |
| Combate e Emergência | Acionar em casos de incêndio (193) | Atendimento 24 horas | Corpo de Bombeiros Militar |
Prefeitura antecipa limpeza e reforça orientações aos moradores
Para minimizar os riscos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) antecipou ações de roçagem e limpeza em terrenos e praças públicas. A pasta orienta os moradores a manterem quintais limpos, não acumularem restos de poda e denunciarem queimadas ilegais. Em situações de princípio de incêndio, a orientação é contatar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou acionar a Polícia Militar Ambiental para denúncias de infração ambiental.
Reportagem baseada em dados do Inpe, Sipam e informações oficiais divulgadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rondonópolis.
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