O perfil demográfico do Centro-Oeste brasileiro segue em transformação. Alinhado a um movimento que se consolida em todo o território nacional, Mato Grosso absorve uma parcela expressiva do fluxo de trabalhadores e famílias vindos de países da América Latina e do Caribe em busca de refúgio e oportunidades.
De acordo com o balanço Dados Consolidados da Imigração no Brasil 2025, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), o país ultrapassou a marca de 2 milhões de imigrantes, refugiados e solicitantes de asilo — dos quais cerca de 1,9 milhão já possuem registro de residência ativo.
Quem são e de onde vêm
A radiografia das migrações revela uma forte predominância do continente americano nas estatísticas oficiais do governo federal:
- Topo do ranking: Os venezuelanos continuam no topo da lista de imigrantes em situação regularizada, seguidos por comunidades de bolivianos, portugueses, haitianos e argentinos.
- Mudança de ritmo: O levantamento indica uma desaceleração no ritmo de entrada de venezuelanos nos últimos meses.
- Constância caribenha: Na contramão dessa desaceleração, os pedidos de autorização de residência por parte de cidadãos vindos do Haiti mantêm uma média estável e contínua desde 2022.
A chegada contínua dessas populações reforça o papel de Mato Grosso como polo de atração no agronegócio e na construção civil, ao mesmo tempo em que desafia os municípios a ampliarem suas redes de acolhimento social e acesso a serviços essenciais.
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