As recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e a instabilidade provocada pelos conflitos no Oriente Médio acendem um sinal de alerta para o setor industrial de Mato Grosso.
A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, que esteve em Lucas do Rio Verde nesta semana e comentou os reflexos do cenário internacional sobre a economia estadual.
Segundo Rangel, a indústria mato-grossense acompanha com preocupação os desdobramentos das disputas comerciais e geopolíticas, uma vez que esses fatores provocam aumento nos custos de produção e impactam diretamente a competitividade das empresas.
O presidente destacou que a Fiemt atua em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para buscar alternativas e defender políticas públicas capazes de reduzir os efeitos negativos das turbulências no mercado internacional.
“Trabalhamos junto à CNI para minimizar os impactos por meio de novas políticas públicas relacionadas ao comércio internacional. No entanto, sabemos que tanto os conflitos quanto o tarifaço geram um efeito significativo sobre os custos da indústria”, afirmou.
Rangel ressaltou que os reflexos não se limitam ao setor industrial. De acordo com ele, toda a cadeia produtiva é afetada, especialmente a agricultura, responsável pelo fornecimento da matéria-prima utilizada pelas agroindústrias.
Na avaliação do dirigente, o aumento dos custos compromete o processo de industrialização e de agregação de valor aos produtos produzidos em Mato Grosso, estado que possui forte vocação agroindustrial e depende da integração entre o campo e a indústria para manter sua competitividade nos mercados nacional e internacional.
Ele reforçou que o acompanhamento permanente do cenário global e a construção de medidas que fortaleçam a indústria brasileira serão fundamentais para reduzir os impactos das incertezas econômicas e preservar o desenvolvimento do setor em Mato Grosso.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.