Para tornar o combate a surtos e o monitoramento de doenças mais ágil no município, a Prefeitura de Várzea Grande está estreitando laços com a academia.
Em reunião realizada nesta terça-feira (8), a prefeita Flávia Moretti e o secretário municipal de Saúde, Michael Alves, alinharam com a reitoria e com o Instituto de Saúde Coletiva da UFMT (ISC-UFMT) um pacote de ações de formação continuada para os profissionais da rede pública.
O carro-chefe da iniciativa é o curso VigiEPI – Capacitação Básica de Epidemiologia em Vigilância em Saúde, voltado diretamente aos servidores que atuam no front da Atenção Primária e da Vigilância Sanitária e Epidemiológica.
Treinamento prático e foco em tomadas de decisão
A capacitação terá carga horária de 80 horas (divididas meio a meio entre aulas teóricas e práticas em laboratório de informática) e será realizada entre setembro e outubro na estrutura do Univag. O material didático é baseado nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Universidade de Brasília (UnB), sob a coordenação da professora doutora Noemi Dreyer Galvão.
O objetivo central é abandonar a coleta passiva de dados e transformar o servidor em um agente analítico capaz de:
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Mapear indicadores: Interpretar o avanço de síndromes e agravos nos bairros em tempo real;
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Investigar surtos: Identificar a origem de contaminações e interromper a cadeia de transmissão;
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Decisões baseadas em evidências: Direcionar insumos e equipes para os locais de maior risco sanitário.
Para a prefeita Flávia Moretti, a ponte entre o meio acadêmico e a gestão pública gera resultados diretos no atendimento de saúde da população:
“A universidade tem conhecimento, pesquisa e profissionais capacitados, enquanto o município conhece de perto as necessidades da nossa população. Quando juntamos essas duas experiências, conseguimos encontrar caminhos melhores para cuidar da saúde das pessoas”, afirmou a prefeita.
Formação rigorosa no serviço público
O secretário de Saúde, Michael Alves, e o responsável pelo setor de Educação Permanente da pasta, Marcos Tertuliano, ressaltaram que a qualificação contínua se reflete na ponta do atendimento no posto de saúde.
Para obter a certificação emitida pela UFMT, os servidores matriculados precisarão cumprir uma assiduidade mínima de 75% e atingir nota igual ou superior a 7,0 nas avaliações práticas de análise epidemiológica.
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