A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) destacou recentemente os dados divulgados no Relatório Anual de Desempenho dos Incentivos Fiscais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), apontando que o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) está diretamente associado a 82 mil empregos formais, respondendo por 40% de toda a força de trabalho industrial no estado.
De acordo com o levantamento oficial, o impacto multiplicador da política pública demonstra que para cada R$ 1,00 investido pelo governo em renúncia fiscal, foram gerados R$ 4,66 em investimentos diretos na economia mato-grossense, beneficiando atualmente 1.242 empresas cadastradas.
Retorno Econômico, Arrecadação e o “Custo Mato Grosso”
O estudo detalha que o conjunto de programas de incentivo — que engloba o Prodeic, o Proder (voltado ao setor rural) e o Proalmat (incentivo à cotonicultura) — totalizou uma renúncia fiscal de R$ 6,40 bilhões, valor compensado pela expressiva participação da indústria na arrecadação estadual:
PIB e Arrecadação de ICMS: O setor industrial mato-grossense conta com 16.891 empresas que empregam mais de 203 mil trabalhadores. Nas últimas duas décadas, o PIB industrial cresceu 133% e atingiu R$ 36,84 bilhões, sendo responsável por 50% da arrecadação de ICMS do estado, somando R$ 12,75 bilhões.
Desafios Estruturais: A Fiemt defendeu que a manutenção dos incentivos seja tratada com base em dados de mercado, ressaltando que o chamado “Custo Mato Grosso” impõe um acréscimo de R$ 38,5 bilhões nos custos de produção devido a gargalos logísticos, ferroviários e energéticos em comparação com as regiões Sul e Sudeste.
A entidade conclui que a retirada dos mecanismos de competitividade regional comprometeria drasticamente a capacidade do estado de atrair novos capitais e manter os investimentos direcionados a áreas essenciais como saúde, segurança e infraestrutura em Mato Grosso.
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