Wellington Bispo Pereira, de 50 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (23) durante uma ação da Polícia Civil no bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá, durante o cumprimento de uma ordem judicial. Segundo a corporação, ele reagiu à abordagem e foi baleado por policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), que atuavam em apoio à Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
De acordo com a Polícia Civil, Wellington era considerado de alta periculosidade, apontado como integrante de facção criminosa e possuía antecedentes por homicídios. Conforme a versão apresentada pela corporação, os policiais realizaram os procedimentos operacionais, identificaram-se e determinaram que o suspeito se rendesse, mas ele não teria obedecido às ordens.
Segundo a ocorrência, o investigado foi localizado em um dos quartos da residência portando uma arma de fogo. Diante da suposta ameaça, os agentes efetuaram disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou a morte no local.
Durante os procedimentos, equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria da Polícia Civil acompanharam a ocorrência. A arma e as munições encontradas com o investigado foram apreendidas para perícia.
Histórico criminal
Conforme registros da Justiça, Wellington Bispo Pereira foi condenado em agosto de 2018 a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do chef de cozinha Joel Antônio Gonçalves, de 41 anos. O crime ocorreu em 28 de junho de 2011, no Residencial Sucuri, em Cuiabá.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima saiu de casa após ouvir uma discussão na rua e encontrou Wellington, com quem mantinha desavenças antigas. Após uma breve conversa, o acusado efetuou um disparo no rosto de Joel, que morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
Na sentença, a Justiça destacou que o homicídio ocorreu em frente à residência da vítima, enquanto ela cuidava dos filhos, que presenciaram a execução do pai. Além dessa condenação, Wellington também havia sido condenado por participação em uma chacina registrada em Mato Grosso, em 1994, respondendo por homicídio triplamente qualificado.
As circunstâncias da intervenção policial com resultado morte serão apuradas pelos órgãos competentes, conforme o procedimento adotado pela Polícia Civil nesses casos.
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