O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (CIPEM) apresentou formalmente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) uma proposta inovadora voltada a ampliar o controle, a identificação anatômica e a rastreabilidade de espécies florestais comercializadas no estado de Mato Grosso.
A iniciativa estratégica busca alinhar as operações locais às exigências estabelecidas pela Instrução Normativa nº 28/2024 do IBAMA e pelas diretrizes da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), tendo como foco principal madeiras nobres de alto valor comercial como o Ipê, o Cumaru e o Cedro-Rosa.
Postos Avançados, Xilotecas e Parceria Acadêmica
Conforme os detalhes do projeto apresentado pela entidade industrial, a execução contará com cooperação científica e infraestrutura descentralizada para garantir maior rigor técnico nas análises:
- Xilotecas e Capacitação: O plano prevê a implantação de dois postos avançados equipados com xilotecas de referência para a identificação anatômica correta dos espécimes, além de programas de capacitação contínua para os profissionais responsáveis pela certificação madeireira.
- Apoio Científico: A coordenação técnica e científica será liderada pela professora Marcela Gomes, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em estreita parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) por meio dos campi de Alta Floresta e Sinop.
O presidente do CIPEM, Gleisson Omar Tagliari, ressaltou que a medida visa mitigar erros na classificação taxonômica e conferir maior segurança jurídica às empresas que operam dentro da legalidade ambiental. Representantes do IBAMA receberam a proposta com aval positivo, destacando sua relevância para o manejo sustentável em Mato Grosso, enquanto o órgão federal realiza a análise interna para viabilizar uma futura parceria institucional.
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