A Câmara Setorial Temática (CST) da Mineração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) intensificou as discussões com produtores de água mineral para mapear os gargalos que impedem o crescimento do setor. Um dos casos emblemáticos levados ao Legislativo foi o da Água Sapoti, empresa sediada em Chapada dos Guimarães, que busca no diálogo com o Poder Público soluções para ampliar sua capacidade produtiva e logística.
O encontro faz parte de uma iniciativa mais ampla da CST, que reúne empresários e especialistas para construir propostas de desenvolvimento para a cadeia produtiva mineral no estado. A experiência da Água Sapoti, uma empresa familiar, ilustra os desafios enfrentados desde a descoberta do potencial hídrico até a consolidação no mercado.
Trajetória e Desafios da Água Sapoti
Fundada pela médica e empresária Paulete Maria Dossena Grando, com o suporte das filhas Letícia e Rafaela, a empresa teve sua origem em 1991, após a descoberta de uma fonte de água mineral naturalmente fluoretada em uma propriedade da família. A jornada da exploração comercial, contudo, é marcada por superação e burocracia:
- Operação: O processo de licenciamento iniciou-se em 2006, mas a indústria começou a operar efetivamente apenas em 2015.
- Capacidade Ociosa: Atualmente, a empresa emprega cerca de 20 pessoas e utiliza entre 25% e 30% da sua capacidade total. A empresária estima que, com investimentos e apoio para expansão, a estrutura poderia gerar até 100 postos de trabalho.
- Obstáculos: Burocracia, exigências laboratoriais, dificuldades de infraestrutura logística e os altos custos de insumos são os principais entraves citados para o crescimento da marca em Mato Grosso e, futuramente, para a exportação ao Mercosul.
Atuação da CST da Mineração
Para o presidente da ALMT e da CST, deputado estadual Max Russi (Podemos), essa aproximação com os produtores é fundamental para que o Legislativo compreenda as realidades locais. “A CST busca ouvir quem atua diretamente no setor, compreender as dificuldades e discutir caminhos para que o potencial mineral contribua para o desenvolvimento e a geração de empregos de forma responsável”, afirmou o parlamentar.
A vice-presidente da CST, Tais Paula Costa Leite, reforçou que o objetivo é reunir diferentes segmentos da mineração para agregar valor à produção estadual. Com o respaldo do Legislativo, a expectativa do setor é reduzir a carga burocrática e criar um ambiente mais favorável para que empresas locais possam escalar suas operações e fortalecer a economia mato-grossense.
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