Alertas de desmatamento em MT caem 41% em agosto

Área sob alerta na Amazônia de Mato Grosso caiu de 98 km² para 58 km² em agosto, segundo dados do Deter divulgados pelo governo federal e Inpe.

Os alertas de desmatamento na porção da Amazônia situada em Mato Grosso registraram uma queda expressiva de 40,8% no mês de agosto em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados oficiais foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo governo federal, apontando que a área detectada pelo sistema Deter passou de 98 km² para 58 km² no estado.

A retração nos índices mato-grossenses ocorreu de forma contrária ao cenário geral da Amazônia Legal, que apresentou um incremento de 12,1% nos alertas no mesmo intervalo, com a área total afetada passando de 319 km² para 358 km².

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Balanço Trimestral e Queda nos Alertas no Cerrado

De acordo com o levantamento do Inpe, o crescimento na Amazônia foi impulsionado majoritariamente pelo Pará — onde a área sob alerta mais que dobrou, saltando de 74 km² para 155 km² —, enquanto Amazonas (75 km²) e Acre (37 km²) também registraram variações positivas. No entanto, na análise consolidada do trimestre entre junho e agosto, a Amazônia como um todo apresentou queda de 20,4%, recuando de 1.312 km² para 1.044 km², com Mato Grosso respondendo por 16,2% do total detectado:

  • Desempenho no Cerrado: O bioma também apresentou recuo nos alertas em agosto, registrando 238 km², o que representa uma baixa de 18,9% frente aos 294 km² identificados no mesmo mês de 2025. Este foi o segundo menor resultado para o mês na série histórica do Deter para o Cerrado, iniciada em 2018.
  • Participação Trimestral: Entre junho e agosto, a área sob alerta no Cerrado diminuiu 9,2%. Mato Grosso concentrou 15,5% do total da superfície monitorada no período, ficando atrás do Maranhão (36,5%) e à frente de Tocantins (14,9%), Minas Gerais (8,3%) e Piauí (8,2%).

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima destacou que os dados mensais do sistema Deter servem fundamentalmente para orientar ações imediatas de fiscalização pelas autoridades ambientais e não devem ser interpretados isoladamente como a taxa oficial anual de supressão, consolidada anualmente pelo sistema Prodes em Mato Grosso e nos demais estados monitorados pelo Inpe.

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