Blaze é alvo de ação com pedido de R$ 120 milhões

Ministério Público pede indenização milionária e questiona práticas da plataforma de apostas em ação civil pública.

Uma ação civil pública pode resultar em indenização de pelo menos R$ 120 milhões. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ingressou com um processo contra a plataforma Blaze e uma influenciadora digital. O pedido ainda será analisado pela Justiça.

O que motivou a ação contra a Blaze

Segundo o Ministério Público, a Blaze apresenta indícios de retenção sistemática de valores de usuários, bloqueio de contas e exigência de metas de apostas consideradas aparentemente inalcançáveis. O processo também reúne mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma de apostas.

Veja também: Governo reage ao crescimento das apostas (bets) e endurece regras para plataformas

O órgão sustenta que estratégias de divulgação teriam utilizado influenciadores digitais para atrair novos usuários com promessas de ganhos rápidos e fáceis, principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

Virginia e a Blaze são alvo de uma ação civil pública, que pede indenização de pelo menos R$ 120 milhões
Virginia e a Blaze são alvo de uma ação civil pública, que pede indenização de pelo menos R$ 120 milhões Foto: Reprodução | Redes Sociais

Pedidos apresentados pelo Ministério Público

Além da indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 120 milhões, o MPDFT solicita outras medidas relacionadas à Blaze.

  • Retirada de publicidades que prometam lucro ou renda extra.
  • Realização de campanha educativa sobre os riscos do jogo compulsivo.
  • Ações de conscientização sobre o superendividamento.

Investigações e posicionamentos

Em junho deste ano, o Ministério Público já havia solicitado os contratos de publicidade firmados entre a influenciadora e a Blaze para apurar as estratégias de marketing da empresa.

Durante depoimento prestado à CPI das Bets em 2025, a influenciadora afirmou que sempre atuou dentro da legislação e negou que seus contratos previssem remuneração baseada nas perdas dos apostadores.

Em nota, a plataforma informou que ainda não foi formalmente intimada e declarou que suas operações seguem a legislação brasileira e as diretrizes de jogo responsável. Até a publicação das informações, a defesa da influenciadora não havia se manifestado.

O processo segue em fase inicial e aguarda análise da Justiça.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.