O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) emitiu um alerta importante aos produtores rurais sobre o início do calendário fitossanitário do algodão no estado, definido pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) por meio da Instrução Normativa nº 003/2024 para a safra 2026/2027.
A partir do dia 1º de outubro, o vazio sanitário do algodão começa a vigorar em municípios mato-grossenses, seguindo até dezembro. A medida é considerada a principal estratégia para interromper o ciclo e conter a proliferação do bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura.
📅 Calendário e regiões em Mato Grosso
O estado está dividido em duas regiões fitossanitárias, respeitando as particularidades dos calendários de produção locais:
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Região I: O vazio sanitário ocorre de 1º de outubro a 30 de novembro.
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Região II: O período sem plantas vivas vai de 15 de outubro a 14 de dezembro.
Durante essas datas, é terminantemente proibida a existência de plantas com risco fitossanitário no campo. De acordo com o assessor técnico em Agricultura da Famato, Alex Rosa, a presença de plantas remanescentes da safra anterior — especialmente soqueiras e tiguereiras — serve de abrigo e alimento para a praga, comprometendo o início do próximo ciclo produtivo.
🐛 O Perigo do Bicudo-do-Algodoeiro
Considerado o inseto mais destrutivo para a cotonicultura devido à sua alta capacidade de reprodução, o bicudo ataca diretamente os botões florais e as maçãs do algodão.
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Sintomas do ataque: Os botões florais caem após serem abertos, e as flores adquirem um aspecto de “balão” devido à abertura anormal das pétalas.
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Danos internos: As larvas destroem as fibras e sementes internamente, impedindo a abertura correta dos capulhos e escurecendo as estruturas.
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Fator climático: Períodos chuvosos favorecem o desenvolvimento do inseto, pois a umidade ajuda a conservar por mais tempo os botões atacados.
🌾 A Força do Algodão em Mato Grosso
Mato Grosso consolida-se de forma absoluta como o líder da cotonicultura no país, respondendo por aproximadamente 70% de todo o algodão produzido no Brasil. O modelo produtivo do estado destaca-se pelo cultivo em sistema de sucessão após a colheita da soja na segunda safra, tendo alcançado uma área plantada de 1,36 milhão de hectares na temporada 2025/2026.
O diretor técnico do Indea-MT, Renan Tomazele, reforça que o cumprimento rigoroso do vazio sanitário é indispensável para proteger essa cadeia produtiva multibilionária e garantir a sustentabilidade e a competitividade do algodão mato-grossense nos mercados nacional e internacional.
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