O Sistema Cantareira encerrou setembro com 41,1% do volume útil armazenado e passou a operar na faixa de atenção a partir desta quinta-feira (1º). O índice ficou acima dos 32,99% registrados no fim de agosto, quando o reservatório estava na faixa de alerta.
O aumento do armazenamento ocorreu após as chuvas recordes registradas em setembro, que contribuíram para recuperar parte da capacidade do principal e maior sistema de abastecimento de São Paulo.
Captação de água
Com o reservatório na faixa de atenção, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) autorizaram a Sabesp, responsável pela administração do sistema, a retirar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) de água do Cantareira.
Na faixa de alerta, vigente quando o volume fica acima de 30% e abaixo de 40%, o limite de captação era de 27 m³/s. Em condições de normalidade, quando o armazenamento é igual ou superior a 60%, a retirada pode chegar a 33 m³/s.
Faixas de armazenamento
A ANA e a SP Águas monitoram diariamente os níveis, as vazões e o armazenamento do Cantareira. Os critérios seguem a Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada após a crise hídrica enfrentada pelo estado de São Paulo em 2014 e 2015.
A norma determina que os limites de captação sejam definidos de acordo com o volume armazenado no último dia de cada mês. O sistema é dividido em cinco faixas: normal, para volumes iguais ou superiores a 60%; atenção, entre 40% e menos de 60%; alerta, acima de 30% e abaixo de 40%; restrição, acima de 20% e abaixo de 30%; e especial, quando o volume é inferior a 20%.
Essas classificações definem os limites de retirada de água permitidos para o sistema.
Reservatórios do Cantareira
O Sistema Cantareira é formado por cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Juntos, eles possuem volume útil de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, o sistema também conta com a interligação entre a represa Jaguari, no Rio Paraíba do Sul, e a Represa Atibainha.
O sistema é responsável pelo abastecimento de aproximadamente metade da população da região metropolitana de São Paulo. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, também contribui para os usos múltiplos dos recursos hídricos, incluindo o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Apesar de os reservatórios estarem integralmente em território paulista, parte da água que alimenta o sistema vem de rios de domínio da União. Isso ocorre porque esses rios possuem nascentes e trechos em Minas Gerais e integram a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Crédito: Agência Brasil
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