Cerca de 40 profissionais da rede de proteção participaram de uma capacitação sobre violência contra a mulher em Colniza, no noroeste de Mato Grosso. A formação ocorreu na quarta-feira (23), na Câmara de Vereadores, e foi promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT).
O encontro reuniu representantes do Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público, Legislativo municipal, Polícia Judiciária Civil, Prefeitura e das áreas municipais de Assistência Social, Saúde e Educação.
Rede de proteção busca integrar atendimento
A capacitação teve como foco melhorar a atuação conjunta dos serviços que atendem mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Durante a formação, foram apresentados procedimentos de atendimento, encaminhamentos e formas de organização da rede local.
Também foram abordadas atualizações da Lei Maria da Penha, a organização das reuniões da rede, a definição de fluxos e protocolos e a elaboração de um plano de metas municipal. A proposta é ajudar o município a estruturar ações e buscar recursos destinados às políticas de proteção às mulheres.
O Tribunal de Justiça informou que a iniciativa faz parte do trabalho de apoio aos municípios na organização das redes de enfrentamento. A atuação integrada busca ampliar a prevenção e melhorar a proteção oferecida às vítimas.
Dados mostram cenário em Colniza
Dados do Monitoramento da Violência contra a Mulher em Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, apontam 227 ocorrências registradas em Colniza em 2026. O ambiente doméstico aparece como principal local de risco, concentrando 48,9% dos casos.
Entre os registros, a violência psicológica e a ameaça aparecem como os principais tipos e naturezas de violência. A maior parte das vítimas tem entre 31 e 40 anos.
Capacitação reforça prevenção
Para os integrantes da rede, o treinamento amplia o conhecimento sobre os serviços disponíveis e melhora a articulação entre os órgãos envolvidos. A expectativa é que o trabalho conjunto contribua para um atendimento mais organizado e para ações permanentes de prevenção à violência doméstica.
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